sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Meu Medo

 
O meu maior medo
não é apenas não lhe ver mais,
mas saber que minha alma
ainda busca o que o tempo não devolve.
Temo pensar que eu poderia ter sido mais,
ter me ofertado por inteiro
antes que o céu te chamasse.
O medo tentou me enfraquecer,
quis me fazer pequeno,
mas aprendi que até a dor
é um caminho de despertar.
Meu medo silenciou
no instante do seu último suspiro.
Ali, compreendi que a vida
não termina no corpo,
e que nenhuma mão humana
poderia impedir
o que já era sagrado.
Vi sua alma se desprender
com a leveza de quem volta para casa,
enquanto minhas lágrimas
abençoavam a despedida.
Nos meus momentos mais escuros,
sinto sua presença
como um sopro divino em meu rosto.

É quando o coração se aquieta
e a fé me ensina a respirar outra vez.
Não sou órfão(a) do amor,
apenas aprendi a amar
do outro lado da existência.
Você vive em mim
como luz,
como oração,
como eternidade.

Jair Ribeiro Juquinha

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